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Mamoplastia redutora em adolescentes

Mamoplastia em adolescentes: quais as indicações

A adolescência é uma fase difícil para todo mundo. No caso das meninas, muitas das incomodações em relação ao corpo têm a ver com os seios. Quando são grandes demais, podem causar problemas de saúde. Nesses casos, a mamoplastia redutora em adolescentes é a alternativa que eu indico.

Para algumas, ter seios grandes é o sonho de consumo. Mas para quem convive com esse peso, não é tão divertido assim.

A mamoplastia redutora em adolescentes pode ser feita, mas precisa seguir alguns critérios. É isso que quero esclarecer neste post.

Por que fazer mamoplastia redutora na adolescência

As mamas começam a se desenvolver logo após a primeira menstruação, que chega entre 11 e 14 anos. Em algumas meninas, os seios crescem demais e ficam desproporcionais ao tamanho do tórax.

O aumento fora do comum é chamado de hipertrofia mamária ou gigantomastia.

Mamas exageradas podem causar dores nas costas e prejudicar a postura. O peso dos seios puxa os ombros para baixo e ficam arqueados para frente. Com o tempo, tendem a surgir desvios na coluna, hérnias de disco ou outros problemas.

Mais um fator que interfere no bem-estar das meninas são as marcas deixadas pelos sutiãs no corpo. Nos ombros, formam-se vincos devido ao peso que as alças precisam suportar. Nas costas e nas laterais do tórax, o elástico chega a machucar.

Na base das mamas, é comum aparecer fungos e bactérias na pele do sulco inframamário. Eles causam mau cheiro e assaduras. Desagradável, né?

Os seios grandes também interferem na prática de exercícios. É preciso usar tops com bastante firmeza para dar sustentação suficiente ao correr, pular e se movimentar com agilidade. Escolher roupas no tamanho certo é um desafio, e até para respirar fica mais difícil.

Até agora, estamos falando dos prejuízos físicos da mama grande para adolescentes. Mas também tem o fator social e o famoso bullying. As garotas com seios grandes acabam chamando mais a atenção. Sofrem por ser hipersexualizadas, ou então são criticadas por parecerem gordas, fora do padrão estético divulgado pelas mídias.

Quem pode fazer a cirurgia

Não existe uma idade mínima definida por norma. Mas existem critérios para se avaliar:

  • Idade da menarca: recomenda-se contar pelo menos 4 anos depois da primeira menstruação da menina para considerar a cirurgia. Como o corpo ainda vai crescer, pode ser que o resultado mude com o passar do tempo.
  • Características físicas: ter pelo menos 80% dos seios desenvolvidos, o que costuma ocorrer por volta dos 16 anos.
  • Características hereditárias: a estrutura corporal dos pais e dos parentes em primeiro grau dão um bom indicativo de como será o corpo da mulher em formação.
  • Maturidade física e emocional: além de estar bem de saúde, a paciente tem de ter clareza sobre suas expectativas e equilíbrio para lidar com as transformações de seu corpo.

Em relação a riscos, são os mesmos que uma cirurgia em adultos. Em tese, os procedimentos são até mais seguros, pois a maioria das adolescentes não têm comorbidades. É raro que as jovens tenham doenças como diabetes, hipertensão arterial e distúrbios cardiovasculares, por exemplo.

É claro que existem exceções, e para investigar possíveis riscos, são pedidos exames pré-operatórios.

A decisão de fazer a cirurgia deve considerar quais os impactos que as mamas grandes têm em sua saúde e na qualidade de vida.

Para a mamoplastia redutora em adolescentes, é recomendável ter o acompanhamento e a indicação de ginecologista que atende a paciente, bem como de outro profissional, como ortopedista, para avaliar possíveis desvios nas costas, por exemplo.

Como é feita a mamoplastia redutora na adolescência

O procedimento de mamoplastia redutora em adolescentes é o mesmo dos adultos. Falamos em outros posts sobre a cirurgia de redução mamária aqui no blog.

É importante lembrar as adolescentes que o resultado pode demorar um pouco a aparecer. As jovens costumam ser imediatistas e querer o novo visual para ontem, mas não é bem assim! É preciso esperar um tempo para a cicatrização, a redução do inchaço e a diminuição dos hematomas.

Também costumo falar da cicatriz, que fica em forma de T invertido nas mamas. Não existe cirurgia sem cicatriz, mas pode acreditar, ainda tem gente que pensa isso. A paciente tem de estar ciente dessas condições para ver se vale a pena.

Muito cuidado ao idealizar as imagens das redes sociais. Não procure ficar igual à amiga ou celebridade. A avaliação clínica é bastante individualizada. Quando há indicações clínicas e para melhoria da qualidade de vida, não há por que não fazer a mamoplastia redutora em adolescentes.

Espero que tenha gostado deste conteúdo.

Para mais detalhes, entre em contato com a gente e agende sua consulta.

Publicado por: Dr. Francisco Santos Neto – Cirurgião Plástico | CRMSC 23170 | RQE 14041

 

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